domingo, 24 de junho de 2007

Inseminação Artificial..

Inseminação artificial 'pode permitir mudança genética'

Crianças concebidas por um método de inseminação artificial poderiam carregar DNA de bactérias nos seus cromossomos, segundo um estudo da INIA, a agência de pesquisas agrícolas da Espanha.

Na pesquisa – que foi publicada nas revistas especializadas New Scientist e Human Reproduction –, o esperma de ratos foi misturado com bactérias E. Coli para verificar se algum tipo de mudança genética aconteceria.

Em seguida, o esperma foi introduzido em óvulos de ratos, e alguns dos embriões resultantes dessa fertilização realmente continham um gene da E.coli.

O especialista britânico Simon Fischel, da organização Care Fertility, ressaltou, no entanto, que não existem registros de quaisquer problemas provocados por processos como os descritos pelos cientistas espanhóis.

"O risco permanece teórico por enquanto. Mas, mesmo se outro DNA tivesse se transferido para as crianças, tampouco existem indícios de que isso fosse manifestar outros problemas", afirmou Fischel.

"Há tantos outros fatores que podem afetar o nosso estilo de vida que talvez sejam até mais tóxicos."

ICSI

O método usado pelos pesquisadores espanhóis é conhecido como ICSI, a sigla em inglês para injeção intracitoplasmática de espermatozóide.

Cerca de metade dos procedimentos de inseminação artificial em vários países, entre eles a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, utilizam este processo.

Os cientistas estavam misturando DNA com esperma antes da injeção para descobrir se o ICSI poderia ser útil para a produção de animais geneticamente modificados.

A partir da pesquisa inicial, os especialistas tiveram a curiosidade de saber se o DNA de crianças que foram concebidas por meio de ICSI poderiam ter sido acidentalmente contaminados, caso a amostra de esperma utilizada tivesse sido contaminada por uma bactéria.

No entanto, para chegar às conclusões publicadas, a pesquisa espanhola utilizou concentrações altas de bactérias que normalmente poderiam ser detectadas ao microscópio por técnicos de inseminação artificial.

Para a doutora Maryse Bonduelle, da Universidade Flamenga Livre de Bruxelas, na Bélgica, as descobertas não devem causar alarde.

"Não acho que exista a necessidade de alarmar os pacientes ou mudar os procedimentos no momento."

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Cadê a cegonha?

Há muitos motivos que podem retardar ou impedir que alguns casais realizem o sonho de ter um filho. De cada 100 casais, 80 conseguem “engravidar” depois de manter relações sexuais por até um ano sem o uso de qualquer contraceptivo. Os outros 20 não são bem sucedidos no seu desejo.

E cada dia que passa sem sucesso, a ansiedade pela espera do tão desejado filho aumenta, podendo atrapalhar os planos de quem quer engravidar. A ansiedade altera o sensível sistema hormonal do corpo da mulher e faz com que o cérebro passe a produzir substâncias capazes de bloquear as funções reprodutivas e até mesmo alterar a ovulação. Portanto, relaxe!

Quando a ansiedade não é o problema, o casal terá que investigar as causas que fazem a reprodução ser difícil. Existem exames que identificam a fertilidade do homem e da mulher individualmente.

Os mais comuns realizados em mulheres são os hormonais, a avaliação clínica dos ciclos menstruais e ultrassonografia para verificar o tamanho do ovário e presença ou não de cistos. Em homens, são realizados exames clínicos dos testículos e pênis, uma avaliação da função sexual desses órgãos e um espermograma para verificar quantidade e qualidade dos espermatozóides.

A barriga não cresce - As causas da infertilidade não são maiores em homens ou mulheres. Tanto fatores masculinos quanto femininos são a razão da dificuldade da geração de um filho, isso quando a causa não é a interação entre o casal. O ideal é que depois das avaliações clínicas, o homem inicie primeiro a investigação mais profunda, já que os procedimentos são mais fáceis de serem realizados do que os feitos pelas mulheres.

Além da ansiedade, outras alterações podem impedir a gravidez, entre elas a endometriose (camada do útero em lugar errado), infecções genitais, hiper ou hipotiroidismo (produção insuficiente de hormônios), tumores de hipófise e diabetes grave e sem controle.

Mulher madura - A idade avançada da mulher também é fator de dificuldade para engravidar. As chances diminuem após os 35 anos e a probabilidade é ainda menor quando a idade da mulher ultrapassa os 40 anos.

Para o tratamento, em muitas situações, uma medicação para induzir a ovulação e relações sexuais programadas são medidas suficientes para que o casal consiga engravidar. Existem outras técnicas mais avançadas, como a inseminação artificial, onde os espermatozóides são colhidos em laboratório e os melhores são colocados no útero da mulher.

A fertilização in vitro é a técnica onde a mulher toma injeções de hormônios diárias para induzir a ovulação. Quando isso acontece, os óvulos são retirados, fecundados em laboratório e recolocados no útero.

As chances de resultados positivos das técnicas utilizadas são variáveis. As melhores taxas percorrem a probabilidade 25% de gravidez. Para casais que ainda não desejam ter filhos, o melhor é que deixem esse tipo de preocupação para quando quiserem engravidar e aproveitem o momento a dois.

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quinta-feira, 21 de junho de 2007

Eu Engravidei e Agora..?

Como vai ser minha vida assim que eu engravidar? Será que vou saber educar meu bebê? Ele vai me amar? Essas e muitas outras dúvidas passam pela cabeça de quem vai ter um filho. Mas, desta vez, futura mamãe, não estamos falando de você, e sim do pai da criança. Uma gravidez, mesmo se planejada, muda definitivamente a vida do homem, o que o deixa inseguro.
Um filho, principalmente quando é o primeiro, faz o homem repensar sua identidade e modificar sua relação com as pessoas. E mesmo sentindo-se muito feliz com o acontecimento, ele também fica confuso só de pensar no "que vem por aí".

É por isso que o futuro papai pode ficar cheio de medos, parecendo, às vezes, até apático. Mas fique tranqüila: não se trata de seu sentimento em relação à criança. No fundo, ele está em estado de choque e não sabe como agir.



Esse sentimento de insegurança parece ainda mais intenso nos dias de hoje, pois ser pai é diferente do que era antigamente. Agora, os homens não se contentam apenas em sustentar a família: eles querem participar ativamente das consultas do pré-natal, ver o crescimento do feto, estar com a mãe na hora do parto.

Com uma ligação tão estreita, é natural, então, que os medos sejam bem parecidos com os da mãe, mas sob um ponto de vista diferente.

São tantas emoções

Mudanças sociais e psicológicas podem deixar o homem bastante inseguro durante a gestação. É por isso que você também deve, mesmo que vocês não formem um casal, ficar ao seu lado e apoiá-lo. O seu bebê só tem a ganhar com essa relação saudável e madura.

Verdade seja dita: na gravidez, a mãe é o centro das atenções, pois é ela quem carrega a criança e passa por uma série de transformações físicas. Com isso, é muito comum o pai se sentir perdido e, pior, não ter com quem dividir suas dúvidas e pensamentos. Veja algumas coisas que passam pela cabeça masculina:

- A mudança da condição de filho para a de pai. Esta mudança no papel social é uma das que mais causam apreensão. Afinal, a partir de agora o homem tem de se responsabilizar pela existência de outro ser. E assumir responsabilidade dá mesmo um friozinho na barriga, não é?

- A alteração da condição de casal para família. Não tem jeito, por mais que a gravidez tenha sido planejada, quando a mulher anuncia que um bebê vai entrar na jogada, além da alegria, o homem pode sentir muito ciúme. É a velha história do "vou ter de dividir a atenção da minha esposa". Outro tema que acaba roubando o sono do seu parceiro é o sexo, que provoca um turbilhão de pensamentos, entre eles, "será que vamos continuar nos relacionando?" ou "será que o sexo pode machucar a mulher ou o bebê?".

- O inconsciente vem à tona. Quando o exame de gravidez dá positivo, além das emoções com o que está por vir, conflitos familiares que estavam bem guardados vêm à tona. A relação com os pais é muito marcante em nossa vida, e a forma como crescemos acaba se projetando em nossos pensamentos. Se o pai era ausente, por exemplo, esse sentimento acaba sendo "atualizado", o que gera um temor de se repetir a mesma criação.

- Ciúme, ciúme, ciúme. O fato de você vivenciar as transformações físicas também pode deixar o homem com ciúme, levando-o até a se sentir excluído da situação. É por isso que alguns homens acabam ficando apáticos, agindo como se não ligassem para a gravidez.

Conversar é sempre a melhor solução

Como você pôde ver, o pai do seu futuro bebê também tem muitas dúvidas e pode ficar bastante inseguro durante a gravidez.

Para mudar essa situação, procure sempre ouvi-lo e apoiá-lo. O casal que conversa pode resolver os problemas e dúvidas com mais facilidade e, com isso, todo mundo sai ganhando, principalmente o bebê!

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Infertilidade.?

Há algum tempo vocês estão planejando mais um bebê para a família. Porém, para a frustração do casal, dessa vez todas as tentativas ainda não se concretizaram ou então, quando conseguiram a gravidez, esta não completou os nove meses. Começam, então, os primeiros questionamentos: O que está acontecendo? Existe alguma coisa errada?
É difícil de acreditar, mas pode haver problema de infertilidade. "Mas como isso é possível se eu já fiquei grávida uma vez?".

O que é infertilidade?

Especialistas consideram um casal infértil quando, após um ano de relacionamento sexual sem contraceptivos, eles não conseguem engravidar. Ela pode ser classificada como primária, quando não houve gestação anterior; e secundária, quando já houve gestação, mas existe dificuldade nas tentativas seguintes. Estima-se que cerca de 60% dos casais apresentam infertilidade secundária.



O que causa?

As causas da infertilidade secundária são as mesmas da infertilidade primária: bloqueio de trompas, endometriose, ovulação pobre, pouca quantidade de espermatozóides ou pouca qualidade dos mesmos, entre outros motivos. Especialistas explicam que, seja qual for a causa, ou ela se desenvolveu ou evoluiu desde a primeira gestação.


Outro motivo é a idade. Hoje, muitas mulheres optam por ter um filho mais velhas, depois que a carreira profissional já está consolidada. A dificuldade aparece porque, com o passar do tempo, há uma diminuição da quantidade de óvulos.

Como o problema pode variar de casal para casal, é importante sempre consultar um especialista para ter certeza do que realmente está acontecendo.

O que fazer?

Antes de mais nada, não se sinta culpada por não conseguir engravidar. A ansiedade pode interferir. Se vocês estão tentando ter um filho há mais de dois anos, é hora de procurar ajuda.

Hoje existem diversas técnicas disponíveis para o tratamento da infertilidade que possibilitam que casais possam ter filhos.

Não se preocupe: a alegria de ter um filho pode estar mais perto do que você imagina.


Revisado por Dra. Zsuzsanna Di Bella, ginecologista e obstetra.

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terça-feira, 19 de junho de 2007

Ele Chegou e Agora..?

É muito comum o casal enfrentar momentos de crise com a chegada do bebê. O novo membro da família requer total atenção, o corpo da mulher sai dos padrões estéticos, mudanças na barriga, peito, cheiro, cansaço, comportamento instável. Além disso, o homem sente-se excluído. É freqüente a mãe se dedicar tanto ao filho e não dar mais atenção ao marido. Pesquisas demonstram que o nascimento do primeiro filho pode prejudicar a vida do casal chegando até a provocar o término do casamento. O casal fica estressando com tantas mudanças, afinal ninguém nasce sabendo como ser pai e mãe. É um aprendizado que se faz com a prática, enfrentando situações difíceis do dia-a-dia.

Imagine o casamento sem filhos, os momentos de privacidade, autonomia marido e mulher um se dedicando ao outro. Agora imagine o casamento com um bebê, o casal perde a liberdade e autonomia, é necessário muito esforço para preservar a identidade de casal. Até a maneira como se chamam pode mudar para mamãe e papai, o que não podemos esquecer é que antes de serem pais já eram um casal!

Para que seja preservada a vida de casal, com todas estas dificuldades enfrentadas com o nascimento, principalmente do primeiro filho, é importante que marido e mulher prestem muita atenção nos itens abaixo:

- Conversar muito durante a gestação sobre as possíveis mudanças que o nascimento do filho pode trazer.

- Acostumar o bebê a dormir no próprio quarto desde o início, só assim poderá ser preservada a intimidade do casal.

- Os momentos a dois só irão trazer benefícios tanto para a relação de vocês, como também para o seu bebê. Pois não adianta ficar integralmente ao lado da criança sentindo cansaço, frustração, tristeza.

- Preservar momentos a dois, namorar, sair encarando a culpa de deixar a criança em casa.

- Dividir tarefas com o marido nos cuidados com o bebê, deixando o marido entrar na relação mãe bebê.

Ficando atento a estas mudanças que o nascimento de um filho pode provocar em suas vidas e se preocupando em conservar a relação casal, vocês irão ganhar muito mais do que perder com a chegada do bebê. É importante sempre lembrar que se o seu relacionamento marido mulher estiver bem tudo fica muito mais fácil!

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sábado, 16 de junho de 2007

Bebe e o Sono.



Até os dois meses de idade o bebê dorme em média 20 horas por dia. Coisa da natureza, que sabe da importância do sono no desenvolvimento e maturação do bebê. É durante o sono que a assimilação do que foi vivido durante a vigília se concretiza e os hormônios de crescimento são liberados em maior intensidade, por isso, um sono tranqüilo é indispensável à manutenção da saúde física e mental da criança.

O lugar onde o bebê dorme deve ser arejado, claro durante o dia e escuro a noite. Nada de manter as cortinas fechadas durante o dia. O bebê está em pleno processo de aprendizagem, por isso é importante que se faça separação entre o dia e a noite. Roupas confortáveis, canções de ninar e a certeza de que em caso de necessidade será atendido, são fatores que contribuem para um repouso eficaz.



Sabendo que o natural é que o bebê durma bem, podemos avaliar se há algo errado com ele observando a quantidade e qualidade do seu sono. Bebê que passa a noite inteira chorando não está bem. Isso não quer dizer que ele esteja doente, nem com fome, nem com a fralda molhada, nem com cólicas. Pode ser que ele esteja apenas inseguro, sentindo saudade do aconchego do útero materno e que precise ser acolhido nos braços e envolvido no abraço de um adulto amigo. O bebê reflete o ambiente em que vive. Se as pessoas que se ocupam dele estão ansiosas, cansadas e indispostas, o pequeno vai sentir e ressentir-se disso.

Uma coisa muito importante a ser observada e respeitada é o sono REM do bebê. REM é a abreviação de "rotative-eyes-movment" que quer dizer "movimento rotativo dos olhos".

O sono REM, que todo nós temos, é muito freqüente nos recém-nascidos. Quanto menor é o bebê, mais rápidos e mais freqüentes são seus sonos REM. Conforme o bebê vai crescendo, o soninho REM dele fica mais longo e ocorre em intervalos maiores.

O sono REM do bebê, assim como o nosso, é sagrado, pois é durante o sono REM que o bebê elabora todos os acontecimentos que viveu. É muito importante que elezinho complete o ciclo de sono REM, para elaborar suas experiências e seus desconfortos, acordando novinho em folha e feliz, pronto pra vida!

É claro que todo o sono do pequeno deve ser respeitado. Porém, o sono REM requer mais atenção ainda, pois qualquer interferência no bebê quando ele está em pleno sono REM, pode afetá-lo. Quando despertado ou perturbado durante o sono REM o bebê fica extremamente irritado (aliás, nós adultos também) e com toda razão.

Atenção: muitas vezes o bebezinho está em sono REM com os olhinhos abertos ou semicerrados, fazendo caretinhas e até rindo, e a gente se engana pensando que ele está acordado. Aí a gente pega ele... e pronto ele acorda pê da vida e fica irritadiço durante todo o tempo que se segue. Muito cuidado portanto. Respeite o sono do bebê para ele respeitar o seu!

Assim, não pegue o bebê se ele estiver em sono REM. Caso ele esteja no seu colo, fique com ele até o sono REM terminar - não dura muito, é coisa de 2 ou 3 minutos. Quando passar a fase REM, coloque-o no berço delicadamente que ele continuará dormindo.

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Doutores da Alegria vira filme


O documentário sobre o trabalho da organização não-governamental Doutores da Alegria estréia na sexta-feira nos cinemas com uma dupla indicação aos espectadores: não apenas foi premiado no Festival de Cinema Brasileiro de Nova York, como também aplaudido de pé em Gramado, quando levou o prêmio especial do júri e o do júri popular no festival gaúcho. O filme chega aos cinemas de São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Brasília.

O reconhecimento é válido. O sensível documentário capta de forma precisa e sem pieguices o trabalho dos 37 atores que levam um pouco de esperança a crianças com câncer e outras doenças gravíssimas.

Seja em hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro ou Recife, o grupo de palhaços já atendeu mais de 350 mil crianças nos 14 anos de existência da organização. Na produção, os depoimentos dos atores são intercalados com comoventes cenas reais. A diretora Mara Mourão -- que também assina a direção das comédias "Alô!" e "Avassaladoras"--, mulher de Wellington Nogueira, fundador dos Doutores, sabe aproveitar cada tomada.

Pelas lentes ocultas da cineasta, mostra-se que embora exista a impotência frente à doença, a gradual aproximação entre pacientes, médicos e artistas constrói um cenário que ultrapassa os muros dos hospitais, criando um mundo lúdico dentro das mais severas restrições médicas.
À primeira vista, o espectador mais bem informado pode tentar compará-lo à produção "Palhaços em Cabul" (2002), sucesso da 26a. Mostra BR de Cinema.



No entanto, enquanto este mostrava as conseqüências emocionais devastadoras para os 21 palhaços voluntários que vão ao Afeganistão na tentativa de levar alegria ao país em guerra, "Doutores da Alegria" é menos dramático e comprova os benefícios dessa verdadeira terapia do riso para as crianças.

Vale lembrar que toda a renda arrecadada pela exibição de "Doutores da Alegria" será revertida para a entidade, que pretende agora criar um grupo de formação, ou seja, uma verdadeira escola de palhaços cujo objetivo é humanizar as relações entre médico e paciente, provando que rir às vezes pode ser o melhor remédio.

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Carinho -> História



A forma mais comum do carinho para a criança é o “cheiro” (Nordeste brasileiro).
Encosta-se o nariz no pescoço, na nuca e na cabeça da criança e aspira. “Enfim, é a forma muito mais higiênica do que o beijo”, afirmou dona Sinhá. “Lá no sul* dizem que beijam as crianças, aqui não, dá-se um cheiro”.

Não é apenas a forma carinhosa para com as crianças. Os adultos a praticam entre si. “Ontem à noite, quando vínhamos deitar vimos um casalzinho arrulhando. Namoro comum, igual o do sul do Brasil, porém o que chamou a atenção foi a mocinha dar “cheiro” no rosto do rapaz. Não vimos trocas de beijos, mas muito “cheiros, de lado a lado”, foi o que registramos em nosso diário de pesquisas.

Nas cartas, algumas que lemos, a pessoa enviava um “cheiro” para as crianças. “Deixa-me dar um cheiro”, é quando querem fazer um carinho para uma criança. O pesquisador, ao se despedir de uma menina de 12 anos apenas, esta lhe disse: “quando o sr. for a São Paulo, dê um cheiro no seu filho por mim”.

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Batismo -> História

O ritual de iniciação das crianças na religião dominante em Piaçabuçu é o batismo. Ele nem sempre é realizado na igreja e sim freqüentemente é ministrado em casa. Somente os pais não podem executá-lo porque “eles foram os donos da arte”. Os avós ou outros parentes podem batizar em casa. Logo que a criança nasce, a avó (em geral é a avó e não o avô) com um pouco de d’água numa tigela, um ramo de arruda, guiné ou raramente juremeira, aspergindo água sobre o recém-nascido, abre-lhe as portas da religião, através dessa iniciação, em nome do Padre, do Filho e do Espírito Santo.

A falta de recursos monetários os leva a essa providência. Esta é mais rapidamente tomada quando a criança está para morrer porque há a crença medievalesca que, não sendo batizada, não irá para o céu.



Outros acreditam que se a criança não for batizada, ela vira serpente.
Sabino estava muito preocupado, pois morando na roça, sua esposa que tivera filhos gêmeos, um deles morreu, como não tivesse alguém para batizá-lo pensou em fazer com que o outro irmão, vivo, o batizasse. Mas, como? Ambos tinham apenas quinze dias de vida. Quem diria as palavras? Ele, pai as proferindo, teriam valor? Foi o que fez. Disse as palavras e a criança borrifou água, é claro, ajudada por ele. Para não fugir ao costume, enterrou-o na biqueira da casa. Preferem a biqueira ao “Cemitério dos Pagãos”, na encruzilhada das estradas.

A respeito do batismo de crianças, ouvimos do velho Dores: “A criança que morre pagã, quando está com sete anos, ela chora no lugar, e se não tiver alguém que a batize, depois de outros sete anos ela virá a chorar de novo. Eu já ouvi um chorando quando passei por uma moita e não batizei porque não sabia batizar”.

Como de costume é ao compadre que compete pagar as despesas da igreja e também as de uma festinha, que na maioria consiste em oferecer aos presentes uma garrafa de vinho, uma ou duas de cachaça, uns camarões ou um cuscuz de arroz. “Pagar o mijo do afilhado”, é como dizem.

As pessoas dependentes dos donos das lagoas de arroz, em geral, pedem para que estes batizem seus filhos e os laços do compadrio são reciprocamente úteis: o pobre terá o amparo do rico, o rico terá o trabalho, o capanguismo e principalmente o voto do pobre, porque o compadre em todas as circunstâncias é um aliado fiel. Entre eles há o liame de um batismo.

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Nomes -> História


Em geral a "criança traz o nome", isto quer dizer que seu nome é dado pelo santo do dia. Se a pessoa é analfabeta o "Dotô farmacêutico" lê na "folinha" (folhinha) ou no "manaque" (almanaque). Esta era a forma usual de se escolher o nome para os recém-nascidos.
Influi grandemente na escolha dos nomes o compadrio. Já em estado de adiantada gravidez se processa a escolha dos padrinhos da criança. E o compadre, não raro, intervem, dando nome ao afilhado.
Há também ultimamente, fenômeno mais comum com as pessoas de melhor situação econômica, a "mania de dá nome de artista de cinema prá pobre criança, e é nomaleada toda atrapalhada de se falá".

Na verdade, dão nomes de artistas cinematográficos, mas a pronúncia deles... é “puramente regional”. Por exemplo: menina com nome Shirley, dizem “Cirlei”; William é “Vilião”. Outros dão nomes aos filhos de personagens dos romances de folhetim. Nomes de vultos históricos, principalmente dos helênicos, são bastante comuns. “Basta o pai ter umas fumacinhas de conhecimento para botar no filho o nome de Tucidedes, Anaximandro, Pitágoras, Péricles, etc.... pobre dos coitados dos parentes mais velhos, nunca chegam a aprender direito o nome dos pequenos, pois os velhos tem língua dura... não vê a velha Cora, jamais aprendeu a falar o nome do neto Pitágoras, para ela é sempre Epitaza, comentou o velho Mané das Dores, meu tempo sim, os nomes eram mais fáceis. Outra mania, explica Dores, é essa de formar os nomes com pedaços do nome do pai e mais o da mãe, dá cada atrapalhada: o sobrinho Jorge casado com Maria estava atrapalhado. Queria formar o nome do filho. Mas, não dava certo: Era... Major, não ficava bem, Ge... ma (não era do ovo), Geria ficava feio, geria o que? E acabou ficando Joana”.

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O Umbigo - > História


O umbigo é cortado tendo como medida dois dedos, amarrando-se duas vezes com cordão unto. O cordão é encerrado, passado no sebo de carneiro. Em seguida limpa-se bem, com um algodão colocando-se talco sem perfume, talco Ross como faziam também antigamente.

A tesoura que foi utilizada para cortar o umbigo costumam colocar debaixo da cama. Ou fica espetada, aberta num rolo de fio que deve ser colocado à cabeça da criança na cama. Isto impede que a criança sofra complicações no umbigo. Este após ter caído costuma-se enterrar na porteira do curral (para ter sorte na fazenda com plantação ou gado), na igreja (para ser religioso) ou lançado ao rio (para ter sorte nas cousas ligadas ao rio).

O umbigo é tratado com óleo de amêndoa. Após ter caído usa-se a canela em pó. Hoje usa-se também o Anaseptil. O paninho usado deve ser lavado anteriormente e passado. Depois com o auxílio de uma vela, faz-se um furo no centro a fim de colocar, através dele, o umbigo. Antigamente usava-se o óleo bento que se ia buscar na igreja.

O cordão utilizado hoje é comprado na farmácia. Antes tomava-se um cordão enrolando-o a fim de que ficasse mais forte, mais resistente.
Cuidado com o rato porque diz o povo, caso este roa, a criança se tornará ladra. Assim quando uma pessoa é presa por roubo logo dizem “o rato roeu o umbigo dele”.

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Primeiros cuidados com bebê - > História


Para a criança, logo após o nascimento dá-se uma colherzinha de óleo de amêndoa, o que é sempre indicado pela parteira. Lavada a criança é a seguir vestida e a roupa usada é a seguinte: uma camisa, um casaquinho de flanela quando nasce na época de inverno, sapatinhos de lã, touca ou não. Geralmente as toucas são feitas com meia de algodão de mulher. Para enrolar as pernas das crianças usa-se pano, trapos.

Além dos cuidados de ordem material que são dispensados à criança há outros, de ordem espiritual que poderíamos chamar de ritos protetivos: no caso de qualquer doencinha, soluço, quebranto, mau olhado, imediatamente a mãe corre procurando a “benzedeira” ou ela mesma executa certas práticas simpáticas capazes de debelar o mal. Ritos protetivos que acompanham a criança até adulto, porque ai nessa fase da vida vai praticar os ritos produtivos.

Dentre os ritos protetivos mais comuns se destaca o benzimento que é feito por uma “benzinheira”. Esta, em geral, é a própria parteira, a “assistente” que os executa. Aliás, há muitas práticas que são observadas porque as “assistentes”, já ao penetrarem na casa, as vem executando: meizinhas, chás, óleos bentos, gotas de água benta que se vai buscar na igreja, são os remédios eficazes para os males infantis. Há um cego pedinte de feira, que é o mais procurado benzedor de crianças que estejam com bichas assustadas. As mães sempre alertas para evitar os males da primeira infância: “mau olhado”, “ventre caído”, “mal dos sete dias”, olhado nas tripas”, “ar do tempo”, etc., aliás, doenças todas curadas por meio de simpatias, rezas, etc.

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Menino ou menina? - > História



Há indícios, segundo várias senhoras entrevistadas, que podem predizer ser homem ou mulher o filho esperado.

Se a mulher fica com “panos” (manchas roxas) “tontice” (tonturas), se transforma, sente dores no estomago o filho será homem.

Se a “coroa” ao redor do bico do seio ficar muito preta será homem.

Se a mulher engordar muito, ficar “quartuta”, “cadeiruda”, será mulher.

Bom como meu pai sempre falou. Os mais velhos sabem das coisas de forma diferente da que os novos sabem, os novos vão ao médico fazer ultra som para saber do sexo da criança...

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Dicas de Dieta - > História



O resguardo, de trinta dias, deve ser feito do seguinte modo: oito dias de repouso, sendo que algumas se levantam até com três dias.

A alimentação é constituída de sopa, caldo de galinha, caldo de carne de gado engrossado com farinha peneirada (esta sopa é chamada “Pará”), alguns peixes, os não “carregados” como a traíra, piau, xira (tirando-lhe o “fio”).

Abóbora e maxixe não devem fazer parte da alimentação porque são comidas “carregadas”. Os mariscos também só depois de 30 dias.

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Modos Antigas - > História

Antigamente, informou o Coronel Dionísio, quando a mulher custava para ter menino, amarrava-se uma corda nos caibros da casa, passando-a por baixo dos braços da parturiente que ficava suspensa. Após ter nascido a criança, a parturiente a fim de se despachar, fechando uma das mãos, assoprava como se estivesse soprando um canudo. As parteiras ensinavam uma rezinha para essa hora:

“Santa Rita não estou prenha
Nem estou parida
Bote-me no rol
das suas escolhidas”.

Há algum tempo, hoje não se faz mais, isto afirma dona Dézinha, as mulheres davam a luz sentadas numa gamela emborcada sobre a qual se colocava uma rodilha de pano. Hoje as “assistentes” já mandam as parturientes se deitarem a fim de ter a criança na cama. Fazem uma coisa que não acho certa: o cordão umbical (umbilical) é só cortado após ter a mulher se despachado. O sexo também não deve ser conhecido antes disso, porque não faz bem à criança. Os médicos mandam, nascida a criança, lhe corte o cordão. Antigamente as mulheres tinham os filhos no chão, ficando a criança no chão sobre a esteira.
O marido está sempre presente ao parto, auxiliando a parteira. Tia nica conta que seu marido uxiliou muito a “assistente” por ocasião de um dos meus partos difíceis. A criança botou a cabeça, as dores e contrações passaram completamente. A parteira mandou que o marido levantasse a mulher e que esta fizesse bastante força. A criança nasceu preta, não chorava. A parteira deu-lhe uma palmada. Antes da criança nascer quando pedi auxílio do marido gritei: “Valei-me minha Nossa Senhora”.

Para “entojos” (enjôos) a água de coco é muito usada, o mesmo acontecendo com o chá da folha de uva. Quando a mulher enjoa, o marido deve dar a ela pra cheirar a cueca que ele já tenha usado. Quando o marido enjoa a mulher, esta deve passar por cima das pernas dele, quando ele estiver deitado. Os homens sabem disso e não gostam. Há também a crença de que a mulher que o fizer consegue dominá-lo.
A higiene da mulher é feita pela parteira, banho de meio corpo, nos primeiros dias, o mesmo acontecendo com a criança. Isto até cair o umbigo. O banho completo, até a cabeça é dado após quinze dias.

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sexta-feira, 15 de junho de 2007

A Gravidez - > História

Quando uma mulher engravida, imagina que este acontecimento – a concepção, os meses de espera e o parto – é alguma coisa muito íntima, absolutamente privada. No entanto, esta ocorrência é também um fato social: a atitude da futura mãe durante a gestação, sua postura no parto, a assistência que recebe nesta ocasião e os cuidados dispensados ao recém-nascido refletem a sociedade em que a mulher vive.

Em algumas sociedades primitivas, mitos dramáticos costumam ser representados diante da parturiente. Homens, com trajes especiais, tocam instrumentos e entoam canções na cabana onde o bebê vai nascer.

Nas comunidades mais afastadas dos centros urbanos, são geralmente mulheres idosas que ajudam a mãe a dar à luz, valendo-se da experiência adquirida no correr dos anos.

Na ilustração (1513) a cima, a parturiente dá à luz sentada numa cadeira obstétrica.

Na maioria dessas comunidades, a mulher costuma colocar-se na posição agachada ou de cócoras, esta postura, realmente ajuda pois, implica no relaxamento dos músculos da parede pélvica. A medicina moderna também adotou para a fase de expulsão do feto a posição agachada, ainda que a mulher permaneça deitada na cama. Ela é instruída a fazer movimentos como se fosse sentar-se, não só para ver o filho nascendo, mas principalmente para estimular os reflexos necessários no período de expulsão

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