sábado, 16 de junho de 2007

Primeiros cuidados com bebê - > História


Para a criança, logo após o nascimento dá-se uma colherzinha de óleo de amêndoa, o que é sempre indicado pela parteira. Lavada a criança é a seguir vestida e a roupa usada é a seguinte: uma camisa, um casaquinho de flanela quando nasce na época de inverno, sapatinhos de lã, touca ou não. Geralmente as toucas são feitas com meia de algodão de mulher. Para enrolar as pernas das crianças usa-se pano, trapos.

Além dos cuidados de ordem material que são dispensados à criança há outros, de ordem espiritual que poderíamos chamar de ritos protetivos: no caso de qualquer doencinha, soluço, quebranto, mau olhado, imediatamente a mãe corre procurando a “benzedeira” ou ela mesma executa certas práticas simpáticas capazes de debelar o mal. Ritos protetivos que acompanham a criança até adulto, porque ai nessa fase da vida vai praticar os ritos produtivos.

Dentre os ritos protetivos mais comuns se destaca o benzimento que é feito por uma “benzinheira”. Esta, em geral, é a própria parteira, a “assistente” que os executa. Aliás, há muitas práticas que são observadas porque as “assistentes”, já ao penetrarem na casa, as vem executando: meizinhas, chás, óleos bentos, gotas de água benta que se vai buscar na igreja, são os remédios eficazes para os males infantis. Há um cego pedinte de feira, que é o mais procurado benzedor de crianças que estejam com bichas assustadas. As mães sempre alertas para evitar os males da primeira infância: “mau olhado”, “ventre caído”, “mal dos sete dias”, olhado nas tripas”, “ar do tempo”, etc., aliás, doenças todas curadas por meio de simpatias, rezas, etc.

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