domingo, 24 de junho de 2007

Inseminação Artificial..

Inseminação artificial 'pode permitir mudança genética'

Crianças concebidas por um método de inseminação artificial poderiam carregar DNA de bactérias nos seus cromossomos, segundo um estudo da INIA, a agência de pesquisas agrícolas da Espanha.

Na pesquisa – que foi publicada nas revistas especializadas New Scientist e Human Reproduction –, o esperma de ratos foi misturado com bactérias E. Coli para verificar se algum tipo de mudança genética aconteceria.

Em seguida, o esperma foi introduzido em óvulos de ratos, e alguns dos embriões resultantes dessa fertilização realmente continham um gene da E.coli.

O especialista britânico Simon Fischel, da organização Care Fertility, ressaltou, no entanto, que não existem registros de quaisquer problemas provocados por processos como os descritos pelos cientistas espanhóis.

"O risco permanece teórico por enquanto. Mas, mesmo se outro DNA tivesse se transferido para as crianças, tampouco existem indícios de que isso fosse manifestar outros problemas", afirmou Fischel.

"Há tantos outros fatores que podem afetar o nosso estilo de vida que talvez sejam até mais tóxicos."

ICSI

O método usado pelos pesquisadores espanhóis é conhecido como ICSI, a sigla em inglês para injeção intracitoplasmática de espermatozóide.

Cerca de metade dos procedimentos de inseminação artificial em vários países, entre eles a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, utilizam este processo.

Os cientistas estavam misturando DNA com esperma antes da injeção para descobrir se o ICSI poderia ser útil para a produção de animais geneticamente modificados.

A partir da pesquisa inicial, os especialistas tiveram a curiosidade de saber se o DNA de crianças que foram concebidas por meio de ICSI poderiam ter sido acidentalmente contaminados, caso a amostra de esperma utilizada tivesse sido contaminada por uma bactéria.

No entanto, para chegar às conclusões publicadas, a pesquisa espanhola utilizou concentrações altas de bactérias que normalmente poderiam ser detectadas ao microscópio por técnicos de inseminação artificial.

Para a doutora Maryse Bonduelle, da Universidade Flamenga Livre de Bruxelas, na Bélgica, as descobertas não devem causar alarde.

"Não acho que exista a necessidade de alarmar os pacientes ou mudar os procedimentos no momento."

Continue a Ler..!

Cadê a cegonha?

Há muitos motivos que podem retardar ou impedir que alguns casais realizem o sonho de ter um filho. De cada 100 casais, 80 conseguem “engravidar” depois de manter relações sexuais por até um ano sem o uso de qualquer contraceptivo. Os outros 20 não são bem sucedidos no seu desejo.

E cada dia que passa sem sucesso, a ansiedade pela espera do tão desejado filho aumenta, podendo atrapalhar os planos de quem quer engravidar. A ansiedade altera o sensível sistema hormonal do corpo da mulher e faz com que o cérebro passe a produzir substâncias capazes de bloquear as funções reprodutivas e até mesmo alterar a ovulação. Portanto, relaxe!

Quando a ansiedade não é o problema, o casal terá que investigar as causas que fazem a reprodução ser difícil. Existem exames que identificam a fertilidade do homem e da mulher individualmente.

Os mais comuns realizados em mulheres são os hormonais, a avaliação clínica dos ciclos menstruais e ultrassonografia para verificar o tamanho do ovário e presença ou não de cistos. Em homens, são realizados exames clínicos dos testículos e pênis, uma avaliação da função sexual desses órgãos e um espermograma para verificar quantidade e qualidade dos espermatozóides.

A barriga não cresce - As causas da infertilidade não são maiores em homens ou mulheres. Tanto fatores masculinos quanto femininos são a razão da dificuldade da geração de um filho, isso quando a causa não é a interação entre o casal. O ideal é que depois das avaliações clínicas, o homem inicie primeiro a investigação mais profunda, já que os procedimentos são mais fáceis de serem realizados do que os feitos pelas mulheres.

Além da ansiedade, outras alterações podem impedir a gravidez, entre elas a endometriose (camada do útero em lugar errado), infecções genitais, hiper ou hipotiroidismo (produção insuficiente de hormônios), tumores de hipófise e diabetes grave e sem controle.

Mulher madura - A idade avançada da mulher também é fator de dificuldade para engravidar. As chances diminuem após os 35 anos e a probabilidade é ainda menor quando a idade da mulher ultrapassa os 40 anos.

Para o tratamento, em muitas situações, uma medicação para induzir a ovulação e relações sexuais programadas são medidas suficientes para que o casal consiga engravidar. Existem outras técnicas mais avançadas, como a inseminação artificial, onde os espermatozóides são colhidos em laboratório e os melhores são colocados no útero da mulher.

A fertilização in vitro é a técnica onde a mulher toma injeções de hormônios diárias para induzir a ovulação. Quando isso acontece, os óvulos são retirados, fecundados em laboratório e recolocados no útero.

As chances de resultados positivos das técnicas utilizadas são variáveis. As melhores taxas percorrem a probabilidade 25% de gravidez. Para casais que ainda não desejam ter filhos, o melhor é que deixem esse tipo de preocupação para quando quiserem engravidar e aproveitem o momento a dois.

Continue a Ler..!